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domingo, 7 de novembro de 2010

Peregrino

Percorro o trilho dos Deuses a procura da mais pura das verdades, caminho de muitas gerações, pisado e repisado pelos mais variados seres e homens. Analiso as pegadas vendo o caminho dos outros que agora se torna meu, mas já diferente aos meus olhos. Solitário pessoal, individual como a minha própria existência, mesmo acompanhado na presença de outros e nas memórias de outrora.
E a medida que avanço sinto me como um entidade infantil que brinca no recreio, mas envelhecido na tradição e costumes, comportamentos de uma época passada e já esquecida. Na dureza do percurso aqueles que estão ao meu lado vão desaparecendo e cada vez mais de deparo com o esforço transformado em estátuas dos caminhantes antigos que foram sucumbindo a própria realidade do seu seu ser, com vergonha e medo dos seus reflexos mais íntimos.
Chegando ao destino como um pequeno rebelde irrequieto deparo me com seres divinos, dementes e definhados no oblevion, onde já não chega a percepção do mundo que os rodeia e as sua volta floresta de homens santos, já sem qualquer folgo de humanidade e na decadência desta verdade, o meu pequeno ser questiona-se:
É por estas divindades que se travam guerras santas?
Se cometem as mais horríveis atrocidades em nome deles?
Afinal onde é deposita a fé de tantos seres?
Sem respostas, mas com uma percepção da verdade divina volto ao principio, ao amor e vida onde reside felicidade; parcial verdade do presente.

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