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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A inolvidavel existencia do meu ser ( Punkita )

Desperto dorido, atordoado, ergo-me e olho para o horizonte, onde vislumbro o mais duro campo de batalha exausto deambulo entre corpos inertes, restos de um tempo de uma vida que não resistiram a mais dura aprovação da vitória.
Sem saber o caminho, sem saber o que procurar, sempre a espera de um lugar para repousar, mas com medo de parar e sucumbir aos caprichos do esquecimento luto com o meu próprio ser para não ceder a exaustão.
Trespassado pelo frio como agulhas que penetram na pele impiedosas, e peso do calor tortura o corpo, criando a pressão de quem carrega as correntes do pathos, torno me andarilho errante, sem destino, numa vasta planice de sentimentos, caminhando para um deserto de inveja humana num mar de seres ocos e superficiais. O fardo da sobrevivensia torna-se mais pesado em cada passo dado a vida ganha um sabor azedo, corrompendo a alma e a humanidade que resta neste ser deambulante e cronos na sua fúria intemporal trespassa implacável, desgastando as formas à sua passagem, voltando estas ao pó que com uma brisa é levado e espalhado no infinito da memória...

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