A luz do luar entra no meu quarto onde sou banhado pelos seus raios de prata e o meu ser reage despertando.
No manto da noite estrelada, gélida como a minha própria consciência, caminho para um novo universo, que na realidade é o mais antigo, mas poucos tem percepção dele, onde tudo existe num espectro etéreo, sombrio; as formas iludem, pois nada é o que aparenta ser.
Caminho entre entidades fantasmagoricas, que se desprendem de qualquer conceito de moralidade, livres conseguem tocar nos desejos mais íntimos, manipular medos, navegar pelo tempo que existe como um perpetuo presente até ao infinito.
Macabramente mostram me a informação imortal,que de nada serve a não ser revelar a minha verdadeira natureza, tão escura e mórbida como este universo.
Aprendo a comunicar com estas entidades a observar as invisíveis e efémero teias que tudo ligam, ver as relações que ecoam pelas vida transpondo a barreira da morte, ficam cunhadas no próprio espírito.
Mas no despertar do corpo num novo dia, todo o conhecimento tomado torna-se consciente, apesar do aparente repouso o cansaço apodera-se, visto que em cada passagem por estes portais, fundem se os universos passando a ser o todo que sempre existiu num pulsar cósmico que se entranha no meu lado físico.
Um processo desgastante, que consome a minha energia, mas me enche de clareza; muitos que se acham duros e resistentes estremecem perante fugazes visões dessa mesma existência, questionando me como sou capaz; é simplesmente por gostar da verdade da minha própria natureza.
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