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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perverso Sentimento

O meu ser vagueia solitário no mundo das emoções procura entender este mesmo universo com principio cáotico e sem lei, onde é imprecetivel o bem e mal e cada ser estabelece as suas regras, funcionalmente ilógico, onde sou totalmente disfuncional.
Observo as interacções complexas entre os seus participantes, jogos de sedução que mais parecem autenticas peças teatrais onde se criam e recriam personas para agradar os intervenientes e se projectam ilusões comportamentais que levam antecipar um final feliz, mas depressa aparece a febre que sobe, doença atacando com ciumes, invejas, exigências a que chamam de amor, infecta o espírito, começando a corromper tudo o que foi prometido e edificado, o mundo fica virado do avesso que agora dá lugar a uma verdadeira tragédia.
A batalha eminente onde se confrontam para ganhar uma razão impossível de comprovar visto que na anarquia apenas o comportamento impera como arma de agressão, tentando destruir os egos sendo um acto inglório mesmo quem sai vitorioso depressa sente o sabor amargo desta, pois as marcas criadas permanecem na memória vivida do momento. Afinal que sentimento viral é este que muitos na humanidade procuram viver?
Um fraco reflexo de uma emoção pura que foi degenerada ao longo de gerações.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dialogos Dissonantes

Queimo um cigarro, como quem fuma o tempo sem muito que pensar, deambulo por ruelas e ruas a procura do nada para matar horas e a medida que estas passam por mim a cidade vai escurecendo, adormecendo coberta pelo manto da noite. Deparo-me com grupos de seres em debandada, rumando para os seus territórios de habitus nocturnos. À imagem identifico-me com alguns e navego no seu encalço e nos seus jogos sociais depressa sou reconhecido como um deles a medida que vou tomando mais atenção, caio na desilusão que nada tenho a ver com estas entidades carnais que constroem ilusões para se sentirem integrados em algo mesmo no individualismo das suas personalidades vazias e desprovidas de coerência.
Constato o facto dessas mesmas existências, com os longos diálogos onde falam incessantemente com conteúdos ocos e fúteis, usando e abusando da oralidade, deturpando os conceitos e sentidos do nexus, criando mentiras e devaneios com os seus jogos de palavras. O bombardeamento incessante começa ecoar no meu cérebro com laminas que trespassam tudo aquilo que tomo por mais sagrado e puro; corrompem assim o sentido do pensamento e das acções e começo a ficar agoniado, com se desperta-se para podridão de inveja e arrogância que emana dessas carcaças mortais, que me torturam incessantemente, desejando libertar me, voar para longe.
Mas num breve instante que parece ser um presente eterno, como uma batida do coração, tudo termina e dou por mim na solidão, silencio que se torna meu refugio, meu éden. Onde recupero as minhas forças para encontros futuros, travar novas batalhas à procura do meu igual.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A inolvidavel existencia do meu ser ( Punkita )

Desperto dorido, atordoado, ergo-me e olho para o horizonte, onde vislumbro o mais duro campo de batalha exausto deambulo entre corpos inertes, restos de um tempo de uma vida que não resistiram a mais dura aprovação da vitória.
Sem saber o caminho, sem saber o que procurar, sempre a espera de um lugar para repousar, mas com medo de parar e sucumbir aos caprichos do esquecimento luto com o meu próprio ser para não ceder a exaustão.
Trespassado pelo frio como agulhas que penetram na pele impiedosas, e peso do calor tortura o corpo, criando a pressão de quem carrega as correntes do pathos, torno me andarilho errante, sem destino, numa vasta planice de sentimentos, caminhando para um deserto de inveja humana num mar de seres ocos e superficiais. O fardo da sobrevivensia torna-se mais pesado em cada passo dado a vida ganha um sabor azedo, corrompendo a alma e a humanidade que resta neste ser deambulante e cronos na sua fúria intemporal trespassa implacável, desgastando as formas à sua passagem, voltando estas ao pó que com uma brisa é levado e espalhado no infinito da memória...

domingo, 7 de novembro de 2010

Peregrino

Percorro o trilho dos Deuses a procura da mais pura das verdades, caminho de muitas gerações, pisado e repisado pelos mais variados seres e homens. Analiso as pegadas vendo o caminho dos outros que agora se torna meu, mas já diferente aos meus olhos. Solitário pessoal, individual como a minha própria existência, mesmo acompanhado na presença de outros e nas memórias de outrora.
E a medida que avanço sinto me como um entidade infantil que brinca no recreio, mas envelhecido na tradição e costumes, comportamentos de uma época passada e já esquecida. Na dureza do percurso aqueles que estão ao meu lado vão desaparecendo e cada vez mais de deparo com o esforço transformado em estátuas dos caminhantes antigos que foram sucumbindo a própria realidade do seu seu ser, com vergonha e medo dos seus reflexos mais íntimos.
Chegando ao destino como um pequeno rebelde irrequieto deparo me com seres divinos, dementes e definhados no oblevion, onde já não chega a percepção do mundo que os rodeia e as sua volta floresta de homens santos, já sem qualquer folgo de humanidade e na decadência desta verdade, o meu pequeno ser questiona-se:
É por estas divindades que se travam guerras santas?
Se cometem as mais horríveis atrocidades em nome deles?
Afinal onde é deposita a fé de tantos seres?
Sem respostas, mas com uma percepção da verdade divina volto ao principio, ao amor e vida onde reside felicidade; parcial verdade do presente.

Espectros da noite

Nos maravilhosos longos e chuvosos dias de inverno, aguardo ansiosamente que o sol se ponha e que gélido frio do norte traga o manto escuro da noite onde a lua e as estrelas despertam e a cidade embriagada pela sonolência vai adormecendo e nesse instante procuro o mundo efémero onde os homens deambulam sem existência, onde te encontro e cruzamos palavras.
Palavra que constroem parte daquilo que somos, percepções residuais da vida, onde me identifico com o teu ser sabendo que não faço parte do teu "eu", sem saber se o fenómeno se dá do outro lado, e sem qualquer expectativa de o saber, porque só o momento por si só vale o prazer de conhecer outro ser que vai enriquecendo a minha alma, com a complacência e a sabedoria que desabrochou de um passado sofrido e sobrevivente resiste a dureza do presente, deixas a tua marca impressa em mim e se torna minha tentação, que me afasta do reino de morpheus.
Mesmo num universo tão redutor torno privilegio sagrado estes pequenos momentos, que no meio da multidão podíamos nos ter cruzado como dois espectros carnais sem percepção da nossa natureza, sem contemplar a existência um do outro, sem nos olharmos.
Distraídos e dispersos por um quotidiano fútil..........

Estas palavras são dedicas a uma amiga, espero que gostes?
07/11/10