Nos primeiros raios sol, abro os olhos para uma esplendoroso novo dia, decido explorar o mundo em que me rodeia, no trilho a minha volta aprecio uma maravilhosa paisagem de uma grandiosa civilização com as suas estruturas geometricamente arranjadas, mas quando me aproximo e começo a observar atentada-mente e deparo com ruínas e escombros de uma cidadela idílica.
Questionando me que poderia causar tal destruição; no meio do entulho deparo me com agitação que traz a minha resposta, seres confrontando se selvaticamente.
Desperto para dura realidade e em meu redor por todos os lados, aprecio coléricas batalhas em nome de um sentimento que o fraco vicio da carne desconhece; erguendo o estandarte do próprio egoísmo de uma forma tão mortal, desfazendo tudo a sua passagem com uma projecção de palavras mortalmente afiadas como facas que trespassam o espírito com se nada fosse; do próprio ser que dizem ser objecto do seu afecto; e nas feições se vê agonia das feridas abertas. De homens e mulheres de outrora que agora não passam de espectros.
Naquele ambiente inóspito, na qual só sobrevivem entidades armadas com a razão e a lógica, distraio me com o mórbido festival e nas horas já passadas surge o escuro manto da noite onde as estrelas despertam com uma sádica e doentia luminosidade; no horizonte infinitamente negro vejo no fundo um brilho de humanidade.
Quando me aproximo encontro uma pequena vida com potencial para ser muito mais do que aquela existência, mas com tantas mazelas dos confrontos sucessivos, que vejo nos seus meigos olhos o medo, o cansaço e a tristeza deste ciclo nefasto.
Envolvo-a no meu manto negro ocultando-a daquele universo povoado de demência, criando um pequeno espaço de repouso e tranquilidade e vou nutrindo-a de felicidade e paz, revitalizando a sua essência. Onde ganha um novo brilho e coragem, libertando-a assim para uma nova alvorada.
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